Ocorreu vendo um pôr de sol
Nuvens gélidas,intocaveis...
De dominar-me a vontade de voar
Subitamente e incandescente
Assim,como se fosse póssivel a mim!
Olhei para os cantos,olhei nos olhos.
Ahh,queria tanto voar.
Sentei-me.
Segurei a vontade como quem
Segura um copo de agua.
Bebi a água.
Fechei os olhos,marejados de
Desejo incontrolavel.
Nada resolvia,eu queria é voar.
Algo explodiu,expandiu,enlouqueceu
Quando avistei um pássaro.
Leve,solto,asas entregues ao vento.
Como se atreve?
O invejei como donzela ao desejo de amar.
Como uma louca paixão avassaladora.
Suas asas,sua inocência livre.
Foi então,que em meio a
Risos trágicos notei:
Ele não sabia o dom que possuia.
Digo,ele era bobo,ignorante.
Ele jamais saberia que podia voar.
Eu sim.
Ele jamais!
Sendo assim,nunca saberia
De minha inveja crescente.
Irritante pássaco ecoando liberdade
Se pudesse falar-te
Diria o quando es magnifico
Admirado.
E bobo.
Nunca sorri tanto.Gargalhadas.
Feito louca,como se nada importasse.
Pássaro,pássaro.
Mas...
Depois chorei.
Quem sabe,lá em cima
Ele zombava de minha insanidade.
De tua,de nossa.
Pássaro,me conte o que escondes.
Qual é teu segredo para saber voar?
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