As pessoas são estranhas. Falo por mim, não por elas. O que eu quis dizer, e ando querendo dizer em tudo o que faço e admito fazer, é que eu sou estranha. Talvez esteja nítido, nas minhas falas, nos meus vícios, nas roupas que eu visto e com quem eu me relaciono. Minha mãe disse outro dia, que não sou o que ela esperava. Alguns dos meus amigos acham o mesmo, eu acho. Na verdade, depois que resolvi expulsar os monstros que me habitavam e decidi gritar ao mundo quem sou com os prós e os contras que obviamente enfrentaria, as pessoas tiveram certeza. Algumas de que não presto. E quer saber? Eu não presto mesmo. Outras de que sou inconsequente. E a menor porção das pessoas que eu considerava a ponto de dedica-las minhas confidências, achou corajoso. Até eu estou achando, ao colocar um texto em meu blog, que fale de mim diretamente e que não me esconda em inúmeros heterônimos. Mas no fim dá tudo na mesma coisa, porque quem tem opnião formada sobre mim não vai muda-la e eu sou orgulhosa demais para fazer qualquer esforço pra passar outra imagem. E isso, custe quantos empregos custarem, custem quantas amizades necessárias, ou amores perdidos, não mudará, mesmo que eu destile todo meu repertório de ironias. Porque ,para mim, isso significa a liberdade. E aquela pequena porção de gente boa e alegre das linhas acima, terá o melhor de mim. Minha paixão, meu fervor, minhas desculpas, meu suor e meu amor. Isso bastará.
Para o Malchik gey, a Mini-Tirana, a Loira gostosa e inteligente, e a lutadora de box quase sem dentes graças a mim.
Obrigada, muito obrigada.
Uma poesia pra selar a paz e a amizade (momentânea UHUAHAUHAUHAUH) :
meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa
presença
olhar
lembrança calor
meus amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão
(Paulo Leminski)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
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