sábado, 12 de julho de 2008

Solidão.


Ele era repudiante.Tudo nele dava nojo nas pessoas ao seu redor.Cheirava mal,e tinha um rosto altamente oleoso,além de dentes amarelados por conta do fumo exessivo.Mas,não quero falar de como as pessoas viam ele.Isso é um fato antigo e imutavel.Quero pensar,imaginar e escrever o que ele via cada vez que olhava em um espelho.No que ele sentia quando alguém atravessava a rua,simplismente para não ter que cumprimenta-lo.Ninguém sabe.Talvez ele achava realmente que era importante,pra alguém e por isso ainda sorria praqueles que o desprezavam.Aquele homem,a quem vamos chamar de Leonel,era exatamente o ser que todos ignoravam.Mas ele ainda estava lá,ele aida fazia as mesmas piadas sem senso cômico,e continuava a rir sozinho delas.Ele era um sujeito tão patetico que era usado como ponto de refencia:'aah não faça essas brincadeiras estilo Leonel' ou 'cinco minutos de Leonel,é?'.
Mas por algum motivo,sem compreensão até hoje,ele nunca desistia de ser amado e querido em um grupo de amigos qualquer.Fico a imaginar o que ele fazia em sua propria intimidade?Talvez dormisse demais,ou se embriagasse.Talvez pensasse,em quem seria a proxima vítima para tentar amizade.Um sujeito bobo,alguém sem qualquer perspectiva.Alguém que achava graça enquanto era ridicularizado.Um dia,Leonel olhou em volta e disse: 'quando eu for,não olhem para trás,estarei onde ninguém ver.'
Logo após seguiu qualquer rua,e ninguém mencionou o que houve.
Leonel nunca mais voltou.
Talvez ele queria só se tornar algo.

Um comentário:

Lupos, Canis disse...

^.^" ainda bem que não tem haver comigo huhuhuhuhuhh